A História de uma Campeã

  • 26 de Março de 2013
  • 0 Comentário(s)
  • Maria Zeferina,Maratona.Historia de uma campea.Corrida de rua.

Destaque

Maria Zeferina Baldaia, História de uma campeã

Campeã brasileira da São Silvestre de 2001.

Maria Zeferina Rodrigues Baldaia – Atleta de Elite

Pensando em esportes, uma personagem que fez história  na cidade de Sertãozinho-SP, natural de nova módica, Minas Gerais, foi a Maria Zeferina Baldaia. A atleta veio para Sertãozinho com os pais e mais nove irmãos com apenas dois anos de idade. Hoje, com  38 anos, é corredora da cidade de Sertãozinho - SP, exemplo de luta e perseverança e superação seu nome é conhecido, reconhecido e respeitado mundialmente, e continua representando nossa cidade, nosso estado e nosso país, em várias competições.

Sua vida era difícil, trabalhava na lavoura junto com seus pais para sustento da sua família, pessoas humildes mas determinadas.

Aos doze anos, integrava-se a um grupo religioso de jovens, que participavam de uma gincana da Festa de Bom Jesus da Lapa, comemoração religiosa local. Competiu em uma prova de corrida com um percurso de 3 km, de calça jeans, camiseta e descalça, queria ajudar a equipe vencer de qualquer jeito, e venceu com muita dificuldade pois nunca havia praticado esportes antes. O dom para o atletismo foi descoberto pois que venceu sua primeira corrida. Ainda trabalhava na roça, colhendo algodão, chacoalhando amendoim, ela também carpia e cortava cana. Após a corrida de Bom Jesus da Lapa, conheceu um atleta que também participou da prova masculina e foi vencedor, e seu nome é Antenor Augusto da Cruz, mais conhecido como PEZÃO. Ele ficou espantado com seu potencial e tentou convencê-la a correr, indo até sua casa e conversando com seus pais. A principio Zeferina não aceitou, depois acabou aceitando quando viu pela televisão a corrida de São Silvestre. Nesta corrida, a corredora Rosa Mota venceu pela sexta vez consecutiva. Zeferina se inspirou, percebeu então que gostaria de fazer o mesmo, queria a mesma coisa que ela, ganhar a São Silvestre. Sem recursos financeiros, começou a treinar diariamente sozinha, se dedicando cada vez mais, sem acompanhamento, sem treinador.

Começou entãod a participar aos finais de semana, de corridas da região, vencendo uma a uma, sempre entre as cinco primeiras colocadas, conquistando diversos troféus e medalhas. Nesta época  conseguiu seu primeiro emprego de Gari-mirim, na Prefeitura Municipal de Sertãozinho. Participou de Jogos Regionais e dos Jogos Operários, começando assim a se destacar em qualquer competição que havia na região. Ficou conhecida como a atleta que corria descalça, pois não tinha condições de comprar  um par de tênis decente. Sua família era humilde demais, viviam do corte da cana para o sustento do lar. A falta de condições financeiras, ou patrocinadores nunca a desanimou, e com o apoio da família, que mesmo sem condições, incentivava a atleta, foi conquistando seus sonhos, pouco a pouco.

 Aos 18 anos interrompeu sua carreira, época em que nasceu seu filho Michael Jordan.  Foi um período difícil, pois não tinha como se sustentar, passou a trabalhar de doméstica. Depois de nascido seu filho, ela continuou a treinar e a competir. Aos vinte anos, conseguiu sua primeira ajuda de custo da Secretaria Municipal de Esportes de Ribeirão Preto – Cava do Bosque, e passou a morar em Ribeirão Preto, deixou o serviço de doméstica e da lavoura, e passou a ser babá , pois conseguiu trabalhar meio período para poder treinar meio período, e conseguiu seu primeiro treinador, Cláudio Ribeiro.

 Nesta época (1995)  conseguiu emprego na USP de Ribeirão Preto como auxiliar de serviços gerais. Depois de dois anos (l997) Sempre competindo ela participou dos Jogos Operários e venceu. Nesta corrida estava presente o Diretor da Ouro Fino, do qual sua empresa competia com atletas, e vendo-a correr e ganhar, ofereceu-lhe o dobro do salário que ganhava e mais meio período de serviço para poder treinar.  Tudo começou a mudar, treinando com tempo e treinador, ela tinha condições de ter um preparo maior e participar de novas provas.  Zeferina começou a tirar os primeiros lugares e a ficar mais incentivada a realização de seu sonho. Seu treinador viu possibilidades de que ela poderia vencer.

Em 2000 seu grande sonho se realiza, ela vence a Maratona Internacional de Curitiba, ganhou seu primeiro premio em dinheiro que utilizou na compra de um sobradinho e na reforma da casa de sua mãe. Muitas portas começaram a se abrir.

Vencendo a maratona, passou a fazer parte dos Atletas de Elite, e conseguiu seu primeiro Patrocinador ,  a “Usina Santa Elisa”, que a promoveu por período integral, cobrindo todos os gastos de materiais esportivos, passagens, hospedagens, dentistas, plano de saúde, etc. Com este patrocínio sua carreira deslanchou e começou a disputar competições fora do Brasil.

Em 2001 venceu a corrida “Volta Internacional da Pampulha” em Belo Horizonte e a São Silvestre em São Paulo. Ao ganhar algumas  provas do atletismo brasileiro consolidou sua careira neste esporte como uma das maiores revelações em corridas de fundo do Brasil nos últimos anos. Ela ganhou notoriedade entre os brasileiros, entrando para a história do atletismo.Também participou da Meia Maratona, realizado na cidade britânica de Bristol, e do Mundial de Cross Country disputado em Edimburgo.

 Em 2002 foi a segunda colocada na Corrida da São Silvestre em São Paulo, foi vencedora da 8ª Maratona Internacional de SP (42,195 m) categoria feminina, realizada na capital em julho. Completou a prova com 2h36m07s, batendo o recorde da competição até aquele ano.

Em 2004 foi campeã da Meia Maratona Corpore e aos 10 km do Troféu Brasil e da SP Classic. Meses depois Zeferina fica lesionada. “Lesão over-training”.Este período seria árduo, pois seu contrato de patrocínio vence e não é renovado. Sem trabalho e lesionada, ela não desiste e consegue se manter em tratamento, passa a pagar o seu próprio tratamento durante dois anos.

Em 2006 ela volta a treinar.

Em 2007, já em forma, ela é campeã dos 10 km da corrida Nextell em Belo Horizonte, 2ª Colocada nos 10 km do Pan Americano do Rio de Janeiro,  e novamente ela disputa a São Silvestre – São Paulo e fica com o terceiro lugar, e na 9ª Volta da Pampulha em Belo Horizonte, 4ª colocada.

Em 2008 com novo patrocinador, Esporte Clube Pinheiro – SP, Zeferina conquistou  o seu maior resultado internacional. Ela foi a 17ª colocada do Mundial de Meia Maratona realizado no Rio de Janeiro, com um tempo de 1h13min42s. Até então a melhor posição da Atleta.

Também ganhou seu primeiro premio fora do país na meia maratona de Milão, na Itália, abrindo portas para competições ainda maiores no eterior, conhecendo e disputando em vários países, tornando uma Atleta de Elite Internacional mundialmente conhecida, patrocinada pelo Esporte Clube Pinheiro- SP, Fermentec de Piracicaba – Cxa Econômica Federal e Serquímica.

Em 2009 , participou de várias competições, se destacando em doze delas, sempre ficando entre as cinco primeiras colocações. 

4ª Colocada na São Silvestre – São Paulo – 2ª Colocada no Barretos Run Indoor – 2ª Colocada no Circ. Brás.de Mea Maratona em João Pessoa – 1ª Colocada no circuito SESC de Araraquara  - Representou o Brasil  no mundial da Meia Maratona em Birmingham, Inglaterra, e 12° Mundial de Atletismo, em Berlim, Alemanha.

Em 2010 – É vencedora em cinco provas – 1° Lugar: Corrida da Saúde em Governador Valadares, Jogos Regionais – 10 Km  - 5 km – em Sertãozinho – SP, Revezamento Brasiliense – Brasília – DF – Corrida do Trabalhador em Sertãozinho-SP, - Corrida da Solidariedade  Ribeirão Preto – SP.

SUPERAÇÃO

Final  de 2010,

“Substancia proibida “Acetazolamida” foi encontrada em exame de urina da atleta, a corredora mundialmente conhecida Maria Zeferina Baldaia.”

Com este título iniciou-se uma nova batalha na vida de Zeferina. Durante um treino de rotina matinal, nos canaviais, após uma noite de chuva intensa, Zeferina escorregou e torceu o joelho ao cair, em uma segunda feira, semana anterior a corrida do Circuito Caixa, em Brasília. Imediatamente foi medicada pelo seu médico , Dr. Waldir Alceu Trigo, e começou fisioterapia para a sua recuperação. Na tarde de quarta feira sentia muitas dores e ainda estava com o joelho inchado, foi visitar sua mãe. Sua mãe estava se recuperando de uma cirurgia delicada de catarata, pois ela tem glaucoma, e estava tomando medicação para tirar a dor e o inchaço dos olhos.Na tentativa de se livrar das dores que sentia, imaginou que se o remédio era para tirar a dor e melhorar o inchaço, nada impedia que ela melhorasse também, e acabou por tomar o medicamento de sua mãe. Continuou com a fisioterapia e não se lembrou de comunicar ao seu médico que tivera tomado a medicação, estava preocupada em correr em Brasília, tinha uma meta e precisava de pontuação. Esforçou-se na fisioterapia e conseguiu se recuperar, sendo liberada pelo seu médico para participar da corrida em Brasília. Foi escolhida para o exame de doping, apresentou medicação prescrita médica.  No dia 15 de dezembro, após 19 dias da coleta, a atleta foi informada do resultado de seu exame. Positivo ao doping. Tinha 14 dias para apresentar sua justificativa. Informada do resultado , ficou inconformada e desesperada, pois a medicação prescrita, era legal, entrou em desespero, não imaginava que tipo de substancia poderia ter acusado o exame, até obter que era “Acetazolamida”, e que a substancia vinha de um medicamento chamado DIAMOX, diurético. Foi quando lembrou do medicamento de sua mãe. Juntou todos os documentos necessários para sua justificativa, pois tinha poucos dias, e apresentando-os a CBAT, não foram aceitas, configurando tal resultado infração de doping,foi suspensa e seria julgada. Manchetes e notícias circularam por jornais, revistas, internet, acusações e suposições foram feitas. Zeferina passou a enfrentar a  mídia , a imprensa. A agonia era constante pois a espera parecia longa. Foram dias de tristezas, de preocupação a espera do julgamento, mas sempre confiante, Zeferina não desistiu, continuou a treinar, se apegou com garra aos treinos. Enfim, o julgamento já tinha data. Os dias se tornavam longos e espera angustiante. No dia 31 de março, finalmente  o julgamento e a decisão pela CBAT/IAAF, sendo punida apenas com uma advertência pública, transformando o período de suspensão da atleta, em inelegibilidade, encerrando o julgamento.

Hoje superando mais esta etapa Zeferina, sonho o sonho de todo atleta, “Ser reconhecida como tal”, pois é um trabalho de uma vida inteira  com muitas dificuldades e superações, dia a dia, e representar nosso país nas Olimpíadas é sua próxima meta.

Zeferina atualmente se destaca como atleta feminina, treina todos os dias no canavial, sol ou chuva, nada a impede. Treina também no Centro Olímpico, que recebeu seu nome em homenagem, e na academia que faz um trabalho de força e resistência. A sua alimentação é balanceada: arroz, feijão, carne, verduras, legumes, frutas e macarrão. Evita sempre doces, guloseimas e refrigerantes.

Seus próximos objetivos são  Pan-Americano de 2011, em Guadalajara, no México, e as Olimpíadas de 2012, Londres, e 2016 que serão disputadas no Rio de Janeiro. Se depender da perseverança da atleta, Sertãozinho pode aguardar bons resultados.

Zeferina, atleta, corredora, também faz um trabalho paralelo ao atletismo, faz parte da ASCORUSE - Associação dos Corredores de Rua de Sertãozinho, e também é vereadora na Câmara Municipal de Sertãozinho, pelo PSDB, onde continua dando vazão aos seus sonhos, desenvolvendo um trabalho na  área de esporte, autora do Projeto Bolsa Atleta, onde incentiva todas as categorias esportivas com uma ajuda de custo por produção individual de cada atleta.

EU QUERO, EU POSSO E EU CONSIGO!

Frase que sustenta e motiva cada segundo de sua vida,

MARIA ZEFERINA RODRIGUES BALDAIA.

em 2001, a Maratona de Curitiba, ganhou seu primeiro premio em dinheiro que utilizou na compra de uma casa. .  Vencendo a São Silvestre de Curitiba; tornou-se a terceira brasileira a vencer a tradicional prova, disputada em são Paulo sempre no último dia do ano.

 Zeferina, ao ganhar em 2001 algumas das principais provas do atletismo brasileiro consolidou sua carreira neste esporte como uma das maiores revelações em corridas de fundo do Brasil nos últimos anos.. Ela ganhou notoriedade entre os brasileiros,

Zeferina foi a vencedora da 8ª Maratona Internacional de São Paulo (4 quilômetros) - categoria feminina, realizada na capital paulista em 14 de julho de 2002. Completou a prova em 2h36m07s, batendo o recorde da competição até aquele ano.

 

No  domingo 12 de outubro e 2008, Zeferina conquistou o seu maior resultado internacional. Ela foi a 17ª colocada do Mundial de Meia-Maratona, realizado no Rio de Janeiro, com o tempo de 1h13min42. Até então, a melhor posição da atleta.


Até então, a melhor posição da atleta em um evento deste porte fora o 30º lugar no Mundial de Meia-Maratona, realizado em 2001, na cidade britânica de Bristol. Neste ano, Maria Zeferina havia sido apenas a 78ª no Mundial de Cross Country, disputado em Edimburgo..

 

Em 2008 ganhou seu primeiro premio fora do país na meia maratona de Milão, na Itália, abrindo portas para competições no exterior, conhecendo e disputando em vários países, tornando-se uma atleta de elite mundialmente conhecida.

Hoje, Zeferina é a que mais se destaca como atleta feminina , treina todos os dias no canavial, sol ou chuva, nada a impede. Treina também no  Centro Olímpico, que recebeu seu nome em homenagem e em academia, que fez um trabalho de força e resistência. A sua alimentação é balanceada: arroz, feijão, carne, legumes, verduras, frutas e macarrão. Evita sempre doces e guloseimas. 

Disse também que o maior sonha de um atleta é ser reconhecida como tal, pois é um trabalho de uma vida inteira com dificuldades de patrocínios e que seu maior sonho é representar nosso país nas Olimpíadas e que nesse esporte não há violência, todos são unidos.

Seus próximos objetivos são o Pan americano de 2011, em Guadalajara, no México, e as olimpíadas de 2014, que serão disputadas no Rio de Janeiro. Se depender da perseverança da atleta, Sertãozinho pode aguardar bons resultados . Eu quero , eu posso e eu vou vencer, afirma ela.

Para aqueles que resolverem ser corredores, disse que é preciso passar por uma avaliação médica e procurar um professor para ser seu treinador diário.

Trabalho como vereadora

Superação - dopping

Substância proibida Acetazolamida foi encontrada em exame de urina da atleta

A corredora Maria Zeferina Baldaia, campeão da Volta da Pampulha e da São Silvestre em 2001, foi suspensa nesta quinta-feira (06) por uso de doping. Confira abaixo o comunicado oficial da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo).

Manaus - A Confederação Brasileira de Atletismo lamenta informar que o Laboratório credenciado pela WADA/IAAF no Rio de Janeiro comunicou a esta entidade, no dia 15 de dezembro de 2010, que identificou na amostra de urina da atleta Maria Zeferina Rodrigues Baldaia, coletada no dia 28 de novembro de 2010, em Brasília (DF), por ocasião da Etapa da cidade do Circuito de Corridas da Caixa, a presença da substância proibida Acetazolamida.

Em conformidade com o disposto nas normas da IAAF/WADA, a atleta foi comunicada do resultado positivo, pela CBAt, em 16 de dezembro de 2010, tendo apresentado suas justificativas em 19 de dezembro de 2010, as quais não foram aceitas pela CBAt, configurando tal resultado infração de doping, fato este comunicado à atleta em 05 de janeiro de 2011. Nas explicações da atleta, a mesma abriu mão da análise da contra-prova (Amostra B).

Em função desse fato, a CBAt emitiu Portaria suspendendo o atleta provisoriamente desde o dia 05 de janeiro de 2011, tendo a atleta 14 dias a partir desta data para solicitar o seu julgamento pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) da CBAt, ainda em conformidade com as Regras da IAAF

Manaus, 06 de janeiro de 2011.

 

 

0 comentário(s) nesta notícia.

Enviar Comentário




Preenchimento obrigatório.




Preenchimento obrigatório.



Formato inválido.




Formato inválido.








Preenchimento obrigatório.